Hoje de madrugada, antes de dormir, eu tive uma sensação muito ruim. Como se uma presença totalmente indesejada estivesse rondando minha energia. Eu cheguei a imaginar o que poderia ser. E a hipótese se confirmou hoje no período da tarde.
Uma pessoa que estava me evitando, para usar uma palavra simpática, desde o mês passado resolveu aparecer. E, obviamente que não irei narrar o que aconteceu, mas, como sempre, coisas assim, fora do cotidiano, me colocam a pensar.
Eu cresci recebendo informações de meus pais sobre ética e respeito. Eu amadureci procurando minhas próprias noções do mesmo. Eu comecei a encarar a vida buscando uma forma de lapidar todas essas informações, e compilar o que de melhor havia sobre elas. Dessa forma, aos poucos, tropeçando, caindo, errando e levantando, eu acredito que tenha chego naquilo que eu sou hoje. E acredito que o que eu seja hoje bate exatamente com aquilo que meus pais gostariam que eu fosse. Com aquilo que meus amigos gostariam que eu fosse. Com aquilo que EU queria ser. Aquilo que consegue socializar sem precisar mentir ou inventar. Que encara as coisas de frente, sem distorce-las para se tornarem encaráveis. Sem necessidade de “puxar o saco” de ninguém para conseguir o que quero. Com opinião formada, e força para expressa-la e mante-la; ou humildade para assumir que me equivoquei. Resumindo: acredito que tenha chego num ponto onde eu aprendi o que é respeito, ao ponto de conseguir uma padronagem de bom nível no trato social.
Por isso tudo que disse é muito complicado para mim aceitar que existam pessoas cegas a um ponto onde começam a destorcer a própria realidade. Começam a acreditar numa mentira criada para o mundo, que torna-se própria. E, cara, não há como não remeter ao nazismo, onde talves o maior propagandista da história disse “uma mentira contada várias vzs torna-se uma realidade” Alguém tem consciência do que é viver uma mentira? Alguém tem consciência real de que o mundo é realmente múltiplo, e que não nos encontraremos na pessoa a nossa frente? Prq, sinceramente, aquela frase que diz “enxergamos no outro aquilo que reconhecemos em nós mesmos” chega a um nível em determinados quadros, que isso se torna patológico! Prq, se vc come merda, vc acredita que todos comem. Se vc dorme 10hs por dia, vc tende a crer que ninguém recupera forças se dormir 6hs. E vc acredita que, se vc aprende a manipular pessoas e idéias, ou se é manipulado diariamente, todos são assim e vivem sob esse prisma. Cara, isso é insano demais para mim! As coisas ganham uma característica extrema onde tudo é de uma simplicidade ímpar. E eu me pergunto o prq disso. Seria tão fácil chegar e dizer “Ok, eu errei. Desculpe, vou mudar isso”. Cara, isso é o princípio da dignidade! Viver em um pedestal que vc mesmo cria para dessa forma se aceitar como aquilo que vc gostaria de ser, não o que vc é, é muito perigoso! Nesse ponto, passa-se a não enxergar mais a realidade que difere de sua fantasia, e então atritos banais começam. Vc se cega a tal ponto que, ao defender sua idéia, vc gira em torno de um mesmo argumento, sem conseguir discorrer sobre outro. E a coisa fica tão absurda que chega ao ponto de se tornar redundante em uma coisa ampla. E tudo acaba por terminar exatamente onde começou: no nada! A culpa nunca é assumida, vc enxerga apenas um argumento, vc perde a noção da abrangência de seus atos, vc enlouquece, se cega e assim inicia a perda total da razão. Para que? Prq? Se o ponto de origem era algo tão simples e corriqueiro. Talves prq a escolha feita em algum ponto ali atrás seja totalmente errada. E, nesse caso em específico, essa é a resposta, pois me foi confidenciada algumas vzs, com muitos exemplos. Se eu entrar aqui num palco onde eu vá dissertar o prq de se ser consciente sobre uma escolha errada e mesmo assim vive-la, terei que cobrar a consulta. :oP
Quando a situação acabou, internamente eu me perguntei: Prq se submeter a isso? Prq se submeter a tanta exposição e depreciação pública? Prq manter algo totalmente deteriorado apenas por falta de coragem em mudar? Prq escolher cegar e quase amputar? E o pior, para que me envolver e me usar de bode expiatório para isso? Prq depositar em mim e em meu nome todas as angústias de suas escolhas? Prq transformar minha imagem na figura do carrasco, e transformar minha história em cadafalso? Talves prq, bem lá no fundo, naquele local que ninguém tem acesso, vc saiba que vive uma mentira. Talves ali, onde só vc chegue, vc se reconheça covarde diante de suas escolhas passadas. Mas tudo bem, eu não me ofendo com isso. Quando crescemos, se isso for real, aprendemos a lidar com os menores de forma altruísta. Aprendemos que diferenças existem, e jamais usamos as mesmas para sobrepujar aquele que nos ataca. Aprendemos que ao errar, temos a chance de aprender; e ao ver alguém errar, temos a chance ensinar. Mas principalmente, aprendemos que não precisamos derrubar ou pisar em ninguém para chegarmos cada vz mais alto. Que não é rebaixando alguém que conseguimos elevação. Viver é muito fácil e prático. Basta apenas que se tenha coragem e força para tal.
E como comentário pessoal e final, esse personagem de “semi flagelado da seca tentando a vida na metrópole” cansa! Além de ser ridícula para quem conhece a realidade. A bilateral, só para lembrar.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
E começam as Olimpíadas!
Sou um esportista frustrado. SEMPRE quis estar envolvido com o mundo dos esportes, sempre. E, obviamente, esse período de quatro em quatro anos é muito aguardado por mim. Acompanho de verdade quem se classifica, quais as chances de medalhas que o Brasil tem e por aí vai. E a cerimônia de abertura é sempre um momento mágico. Claro, as festividades que cada país sede promove são sempre muito belas, de encher os olhos. Mas, particularmente, o que eu gosto de verdade mesmo é de assistir a entrada das delegações. Acho fantástico ver aquele monte de países que levam dez, cinco, as vzs UM representante. Isso, para mim, é a representação mais pura do espírito Olímpico. Ver esforços solitários de bravos atletas, nesses casos, sempre de países muito pequenos e geralmente pobres, para estar naquilo que é considerado como o ponto mais alto para um atleta. Ao menos é o que deveria ser...
Enfim. Estava eu hoje pela manhã, assistindo a cerimônia, que diga-se foi maravilhosa, de encher os olhos verdadeiramente, quando começa o momento por mim tão esperado. Estava assistindo pela Globo, pela malditadesgraçadaarrombadafilhadeumaputasemmãodéspotamanipuladora Globo. Prq, poderíamos esquecer que a transmissão estava de sentir vergonha, devido a quantidade inútil de informação que era dada. Poderíamos esquecer também o ridículo de ver quatro pessoas fazendo a narração da transmissão, falando ao mesmo tempo, sem ninguém se entender. Poderíamos esquecer também aquele patriotismo de botequim proclamado por Galvão Bueno. O que não dá para ignorar, o que definitivamente não deu para ignorar, foi a palhaçada que essa desgraça em forma de emissora fez ao entrar a delegação brasileira. Prq, após isso, acabou a transmissão! Foi a delegação brasileira entrar e a transmissão virou uma babação de ovo sem tamanho! Quem estava interessado naquela maldita câmera exclusiva da Globo? Quem estava interessado em rever a entrada da delegação brasileira no Ninho de Pássaro?! PQP! TRANSMITAM A ENTRADA DAS DELEGAÇÕES! Cara, eu não acreditei quando eles começaram a mostrar a entrada da delegação brasileira pela maldita câmera exclusiva. O Robert Scheidt, escondido atrás da placa que indica qual país segue, num ângulo onde nossa bandeira não aparecia, apenas por ser a maldita câmera exclusiva! A delegação entra, e tome mais câmera exclusiva, mostrando o Robert levando a bandeira para o centro, naquele passo de tartaruga, no meio de uma puta multidão, enquanto o mundo passava pela pista principal. E se não bastasse, ainda REPETEM a entrada da delegação! Replay de entrada de delegação é o fim! Maaaas... quando vc acha que nada pode piorar, eis que a filhadaputa da Globo, com aquela mania desgraçada de querer se passar por íntima de todos os grandes do país, e naquele momento os atletas eram grandes, começam a falar com alguns deles, lá embaixo, no meio da multidão, através de celular! o0 Cara, a coisa mais patética que já vi! Uma conexão péssima, onde praticamente só se ouvia estática, com os atletas mal ouvindo o arrombado do Galvão fazendo aquelas perguntas sem sentido algum. Qual a intenção disso? Pois a única coisa que conseguiram foi acabar com a transmissão. E acredito que quem curte esporte de verdade concorda comigo. Eu todo feliz, vendo a delegação da Finlândia entrar, e a maldita corta para o Jadel Gregório no celular. Foi a gota! Mudei para a Band, que mesmo com uma imagem muito ruim, pois a recepção aqui em casa é péssima, ao menos estava fazendo a transmissão real da coisa!
Esse patriotismo vazio da Globo me irrita profundamente. Não há sentido nessas atitudes. Enfiar o Brasil na cabeça das pessoas não é sinal de patriotismo, mas sim de lavagem cerebral! Só existe o Brasil lá? Só nos interessa o Brasil? Acredito que um amante de esportes queira ver disputas, a competição de verdade, e não ficar babando ovo para os brasileiros. Obvio que vamos torcer por eles, mas acima de tudo iremos torcer pelo esporte! Ficar mostrando apenas os nossos atletas não nos fará mais patriotas. Ouvir uma conversa sem sentido entre Galvão e Giba não acrescenta nada a ninguém! E essa maldita atitude de nos fazer assistir somente ao que ELES ACHAM CERTO me irrita profundamente. A mim e a mais um monte de gente que conheço. Mas, um dia esse “império” chamado Rede Globo acabará, como todo bom império. Só espero estar vivo para me felicitar com isso.
Até!
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Arch Enemy – Via Funchal – 01/02/07
(Trabalho para o Portal do Inferno)
Finalmente os fãs brasileiros tiveram a oportunidade de ver Angela Gossow e sua trupe destruindo tudo em terras tupiniquins. Pela primeira vez no Brasil, o Arch Enemy realizou um show devastador. Depois de algumas mudanças de datas, esse show que era originalmente para ter sido realizado em 2005, teve finalmente sua data fixada para 01 de Fevereiro, uma quinta-feira. Quando houve a primeira mudança de datas, ouvi um boato que havia sido pela baixa procura de ingressos. Isso me fez temer pelo sucesso desse show. Se isso fosse verdade, aliado ao início do ano, época que geralmente os bolsos estão mais vazios, e numa quinta-feira, as perspectivas não eram as melhores. Mas, como todo bom boato, não passou de um boato, e o que se pode ver foi um enorme público que não chegou a lotar o Via Funchal, mas com certeza também deixou longe a idéia de que a banda talves não tivesse um público tão forte por aqui. E um público realmente fiel, todo “uniformizado”, muitas camisetas da banda, principalmente do último trabalho, que cantaram e agitaram todo o tempo do show.
Mas falando diretamente do que interessa, as apresentações. Devido a um pequeno atraso em meu credenciamento, que diga-se não foi culpa da casa, eu acabei perdendo uma parte do show do Ungodly. Aqui cabe um comentário. O Via Funchal deve ser provavelmente a melhor casa de espetáculos da capital paulista. A organização é excelente, os seguranças são educados, a casa em si é muito boa, podendo-se apreciar o espetáculo de todos os lugares da pista. A iluminação da casa durante os shows foi perfeita, e minha única ressalva fica, infelizmente, em relação ao som, que estava um pouco estourado. Fato que deixou o som da excelente banda baiana de Black Metal Ungodly um tanto quanto embolado. Mas, como todos sabemos que banda de abertura serve principalmente para sanar os problemas técnicos para a banda principal, nada de se surpreender. A banda realizou uma boa apresentação (ao menos a parte que consegui ver), com um grande pano de fundo no palco, que criava um clima realmente profano dentro do Funchal. Cumpriram seu papel com maestria.
Pouco menos de uma hora depois, com algumas luzes ainda acesas, tem início o show principal. Com a introdução do último álbum, Doomsday Machine, aos poucos podíamos ir decifrando as sombras dos músicos do Arch Enemy no palco, que muito em breve já não estaria mais “em pé”! Nemesis foi a música escolhida para iniciar o massacre sonoro aos fãs brasileiros. E, a partir desse momento, o que todos puderam ver foi uma banda coesa, rápida na medida certa, pesada na medida certa, carismática na medida certa! Mas infelizmente os problemas com o som não foram sanados, e o show seguiu com o mesmo bem embolado as vezes. Fazendo aquele teste de tapar os ouvidos, recurso básico para se decifrar melhor quando o som está assim, podia-se perceber que estava tudo em ordem: a bateria estava nítida, os instrumentos equilibrados, mas o som geral, que chegava até nós na pista, infelizmente estava naquela situação. Agora, eu pergunto: será que alguém se importou com isso? Por que o que pude perceber foi uma empolgação geral constante, coros dos refrões, ovação. Seguindo por clássicos da banda e sons do último álbum, a banda conduziu de forma perfeita essa apresentação. Angela se mostrou simpática com o público, embora tenha conversado muito pouco com o mesmo. Mas, sua presença de palco é fantástica, mostrando-se além de uma brutal vocalista, contraste latente com sua beleza, uma das melhores front womans do momento. Sete músicas depois, passando por Enemy Within, Dead Eyes see no future e Diva Satânica, por exemplo, inicia-se o primeiro solo do show, o de Daniel Erlandsson (bateria). Um grande solo, que levantou o público para a animal Burning Angel. Mais duas músicas, e o primeiro solo de guitarra, de Fredrik Akesson. Para sorte de todos, um solo curto, que diga-se foi um cuidado inteligente da banda, pois solos costumam “matar” o público. Mais uma vez, o solo dava início mais um petardo, Bury me na Angel. Na seqüência a clássica Revenous, destruidora, e o solo de Michael Amott, que levou diretamente a Dead Bury their Dead. Snowbound na seqüência e We will rise vinha para finalizar a apresentação. Mais um exemplo de simpatia, toda a banda reúne-se a frente do palco e, após jogar algumas palhetas e baquetas, todos dão as mãos e saúdam ao público, muito provavelmente em êxtase, apesar da falta de várias músicas. Mas, qual fã que não acredita que sempre faltaram músicas ao fim de um show?!
SET LIST:
Intro do CD Doomsday Machine
Nemesis
Enemy Within
Dead Eyes See no Future
My Apocalypse
I Am Legend/ Out For Blood
Diva Satanica
Skeleton Dance
Solo Batera (Daniel)
Burning Angel
The Immortal
Hybrids of Steel
Solo Guitarra (Fredrik)
Bury Me an Angel
Revenous
Solo Guitarra (Michel)
Dead Bury Their Dead
Snowbound
We Will Rise
Finalmente os fãs brasileiros tiveram a oportunidade de ver Angela Gossow e sua trupe destruindo tudo em terras tupiniquins. Pela primeira vez no Brasil, o Arch Enemy realizou um show devastador. Depois de algumas mudanças de datas, esse show que era originalmente para ter sido realizado em 2005, teve finalmente sua data fixada para 01 de Fevereiro, uma quinta-feira. Quando houve a primeira mudança de datas, ouvi um boato que havia sido pela baixa procura de ingressos. Isso me fez temer pelo sucesso desse show. Se isso fosse verdade, aliado ao início do ano, época que geralmente os bolsos estão mais vazios, e numa quinta-feira, as perspectivas não eram as melhores. Mas, como todo bom boato, não passou de um boato, e o que se pode ver foi um enorme público que não chegou a lotar o Via Funchal, mas com certeza também deixou longe a idéia de que a banda talves não tivesse um público tão forte por aqui. E um público realmente fiel, todo “uniformizado”, muitas camisetas da banda, principalmente do último trabalho, que cantaram e agitaram todo o tempo do show.
Mas falando diretamente do que interessa, as apresentações. Devido a um pequeno atraso em meu credenciamento, que diga-se não foi culpa da casa, eu acabei perdendo uma parte do show do Ungodly. Aqui cabe um comentário. O Via Funchal deve ser provavelmente a melhor casa de espetáculos da capital paulista. A organização é excelente, os seguranças são educados, a casa em si é muito boa, podendo-se apreciar o espetáculo de todos os lugares da pista. A iluminação da casa durante os shows foi perfeita, e minha única ressalva fica, infelizmente, em relação ao som, que estava um pouco estourado. Fato que deixou o som da excelente banda baiana de Black Metal Ungodly um tanto quanto embolado. Mas, como todos sabemos que banda de abertura serve principalmente para sanar os problemas técnicos para a banda principal, nada de se surpreender. A banda realizou uma boa apresentação (ao menos a parte que consegui ver), com um grande pano de fundo no palco, que criava um clima realmente profano dentro do Funchal. Cumpriram seu papel com maestria.
Pouco menos de uma hora depois, com algumas luzes ainda acesas, tem início o show principal. Com a introdução do último álbum, Doomsday Machine, aos poucos podíamos ir decifrando as sombras dos músicos do Arch Enemy no palco, que muito em breve já não estaria mais “em pé”! Nemesis foi a música escolhida para iniciar o massacre sonoro aos fãs brasileiros. E, a partir desse momento, o que todos puderam ver foi uma banda coesa, rápida na medida certa, pesada na medida certa, carismática na medida certa! Mas infelizmente os problemas com o som não foram sanados, e o show seguiu com o mesmo bem embolado as vezes. Fazendo aquele teste de tapar os ouvidos, recurso básico para se decifrar melhor quando o som está assim, podia-se perceber que estava tudo em ordem: a bateria estava nítida, os instrumentos equilibrados, mas o som geral, que chegava até nós na pista, infelizmente estava naquela situação. Agora, eu pergunto: será que alguém se importou com isso? Por que o que pude perceber foi uma empolgação geral constante, coros dos refrões, ovação. Seguindo por clássicos da banda e sons do último álbum, a banda conduziu de forma perfeita essa apresentação. Angela se mostrou simpática com o público, embora tenha conversado muito pouco com o mesmo. Mas, sua presença de palco é fantástica, mostrando-se além de uma brutal vocalista, contraste latente com sua beleza, uma das melhores front womans do momento. Sete músicas depois, passando por Enemy Within, Dead Eyes see no future e Diva Satânica, por exemplo, inicia-se o primeiro solo do show, o de Daniel Erlandsson (bateria). Um grande solo, que levantou o público para a animal Burning Angel. Mais duas músicas, e o primeiro solo de guitarra, de Fredrik Akesson. Para sorte de todos, um solo curto, que diga-se foi um cuidado inteligente da banda, pois solos costumam “matar” o público. Mais uma vez, o solo dava início mais um petardo, Bury me na Angel. Na seqüência a clássica Revenous, destruidora, e o solo de Michael Amott, que levou diretamente a Dead Bury their Dead. Snowbound na seqüência e We will rise vinha para finalizar a apresentação. Mais um exemplo de simpatia, toda a banda reúne-se a frente do palco e, após jogar algumas palhetas e baquetas, todos dão as mãos e saúdam ao público, muito provavelmente em êxtase, apesar da falta de várias músicas. Mas, qual fã que não acredita que sempre faltaram músicas ao fim de um show?!
SET LIST:
Intro do CD Doomsday Machine
Nemesis
Enemy Within
Dead Eyes See no Future
My Apocalypse
I Am Legend/ Out For Blood
Diva Satanica
Skeleton Dance
Solo Batera (Daniel)
Burning Angel
The Immortal
Hybrids of Steel
Solo Guitarra (Fredrik)
Bury Me an Angel
Revenous
Solo Guitarra (Michel)
Dead Bury Their Dead
Snowbound
We Will Rise
sábado, 14 de outubro de 2006
Live`n Louder - 14/10/06
(Trabalho para o Portal do Inferno)
Live`n Louder, o maior festival de Rock/Metal do Brasil, mais de 15 horas de música transitando por entre diversas vertentes do estilo em perfeita harmonia, firmando cada vez mais seu nome no cenário de shows do Brasil, deixando o público ansioso pela próxima edição.
O evento começou de uma forma lamentável, com o cancelamento de um dos headliners do evento, os ingleses do Saxon. Isso gerou uma expectativa entre o público, pois foi divulgado que para o lugar vago haveria uma atração surpresa.
Os primeiros a subir ao palco foram os “Deuses do Metal”, Massacration. Verdade seja dita: a banda pode ter surgido até mesmo como uma forma de “detonar” o público headbanger, mas acabou virando mania entre a galera adolescente, e queira ou não eles sabem fazer o show. Tocam bem seus temas simples, mas que funcionam, e agitam o tempo todo. Com sua característica caricata, mas agitam! O vocalista Detonator é um show a parte. E, num set de apenas vinte minutos, tocaram todos os seus “hinos clássicos”, como Metal Cereal, Metal Massacre e Metal Bucetation. Conseguiram cumprir seu papel, esquentar o público que chegava ao Anhembi.
Na seqüência veio ao palco a banda paulista Mind Flow. Show que faz parte da turnê de divulgação de seu mais recente álbum, Mind Over Body, onde o que pudemos ver foi um prog Metal de primeiro mundo, muito bem executado, com peso na medida certa. Abrindo o show com a bela Crossing Enemy´s Line, o destaque do show pode ser dado ao vocalista Danilo, que na contra-mão da maioria das bandas do estilo, sabe como segurar o público, agitando bastante e preenchendo todo o palco. O público acabou reagindo muito bem a banda, fato comprovado na banca de merchandising após o show.
Abrindo a parte internacional dos shows, o Hard Rock suíço do Gotthard. Apesar de não muito divulgado aqui no Brasil, pude perceber que havia um público deles presentes ao local, pois vi várias camisetas da banda. Sem contar que a reação do público geral ao show foi maravilhosa, muita agitação a gritaria o tempo todo. Impossível não olhar para seu vocalista e não lembrar de David Coverdale, até mesmo pelo talento ao cantar. Divulgando seu último trabalho, Lipservice, o Gotthard soube manter seu show no alto o tempo todo, inclusive mandando um cover de Deep Purple, Hush. Uma grata surpresa do evento.
Após uma aula de Hard Rock é hora do Power Metal dos alemães do Primal Fear. Com um grande público presente, o Primal fez o que pode entre os inúmeros problemas no microfone de Ralf, que por pouco não chegaram a comprometer o desenrolar do show. Um vocalista do porte de Sheepers merecia mais que isso. Destilando músicas como Nuclear Fire, Angel in Black, Seven Seals, e contando com participações especiais do porte de Roy Z e Renato Tribuzy, que executaram juntos Final Embrance. E, se todos os problemas de microfone não fossem suficientes, a exemplo do que aconteceu com o Tuatha de Danan ano passado, a organização simplesmente cortou o som da banda antes do término de sua apresentação. Visivelmente constrangido, para não dizer decepcionado, Sheepers foi ao microfone para dizer que o show havia acabado devido a “problemas técnicos”. A organização do LnL deveria ter um pouco mais de respeito com suas atrações. Lamentável.
Na seqüência, os holandeses do After Forever. E, apesar de seu set extremamente curto, e em minha opinião outra falha da organização, pois o público da banda estava em massa ali presente, dividindo com o Nevermore (que viria mais tarde) a quantidade máxima de camisetas que por ali desfilavam. A banda merecia um tempo maior de palco, e seus fãs também. Felizmente, souberam montar um set list praticamente perfeito dentro desse pouco tempo. Abrindo com Come e Boundaries are Open, de seu mais recente álbum Remagine, o After mostrou mais uma vez que é uma das grandes bandas no cenário atual. Floor Jansen, apesar de todos os problemas que também enfrentou com o microfone, simplesmente arregaça no palco, é uma vocalista diferenciada não somente pelo extremo talento, mas também por sua simpatia e presença única de palco. Como um grande presente aos fãs, é executada a música Emphasis, hino da banda que faltou na apresentação do ano passado. Tocando músicas de todos os seus álbuns, como Digital Deceit, Monolith of Doubt, My Pledge of Allegiance 1 e Follow in the Cry, e também do mais recente, como Living Shields, Being Everyone e Face your Demons, com Floor inclusive colocando uns chifrinhos vermelhos na cabeça. Mas o melhor a banda reservou para o final, Forlorn Hope, faixa final de Decipher, onde ficou nítido que esse é o álbum mais querido entre os fãs. Impressionante a reação do público, impressionante a performance da banda e também seu carisma. O primeiro grande show do dia.
Mantendo o pique de vocais femininos, a lenda alemã Doro. Pela primeira vez no Brasil, saciando seus fãs de longa data, Doro mostrou prq elevou seu nome a estratosfera dentro do Hard Metal. Com seu timbre rouco, e uma agressividade perfeita, Doro levou o público ao delírio, num show impecável e uma presença de palco única. Visivelmente emocionada com a receptividade dos fãs, que agitaram e cantaram todas as músicas do começo ao fim. Nem era preciso o cover de Breaking the Law, do Judas Priest. Mas, como todo bom hino, levantou a galera em peso! E, apenas para manter a tônica do dia, seu microfone também apresentou problemas, que dessa vez vieram acompanhados até de uma narração de um jogo de futebol! Coisas de Brasil... No set list, clássicos como: Burnig the Witches, Metal Racer, True Steel, Hell Bound. Uma apresentação para deixar aquele gostinho de quero mais (e rápido!) nos fãs.
O início da noite trouxe ao palco os americanos do Nevermore. E que, segundo eles, trouxeram a chuva de Seatlle para cá, pois assim que pisaram no palco iniciou-se uma breve chuva. E, totalmente ao contrário do que a idéia de uma chuva pode provocar, o que se seguiu foi um incêndio no Anhembi. Warrel Dane e cia simplesmente fizeram tremer as bases do Arena Skol com seu progthrash de peso e velocidade perfeitos para fazer o público reagir de forma insana. Final Product, Narcosynthesis, Inside Four Walls e outros petardos trouxeram ao público o segundo grande show do festival, encerrado com a gigante This Godless Endeavour. Dane parecia estar contrariado com algo, não se mostrava solto como no show de cinco anos atrás. Mas, devido a tudo o que já havíamos presenciado com as outras bandas, não é de se estranhar que ele pudesse realmente estar assim. É verdade também que Dane perdeu a mãe dias antes do show. O que vale uma nota de agradecimento, pois nem isso foi capaz de faze-los cancelar não só esse show, como também o de Curitiba. Mas a verdade é que, estando contrariado com algo ou não, ele simplesmente fez o que quis com o público, com uma presença de palco perfeita, agitando sem parar. Engraçado que ele permanecia com um boné na cabeça, e o tirava sempre que não estava cantando para “bater cabeça”. E, nota a parte, Van Willians foi certamente o melhor baterista da noite. Absurdo o que esse cara toca! Preciso, rápido, pesado. Um grande show, digno de uma grande banda!
Como todas as estruturas haviam sido abaladas pelo Nevermore, o que se seguiu foi a manutenção disso. Pois o Sepultura fez um show simplesmente perfeito! Muito diferente de suas últimas apresentações, onde ficava claro que a banda já não possuía mais a coesão de outros tempos. Agora, com um novo baterista, pode-se perceber que provavelmente o culpado por essa falta de entrosamento fosse Igor, que vinha tocando as músicas de forma muito mais rápida do que ficaria aceitável no palco. E Jean DelaBela correspondeu as expectativas gerais, pois segurou de forma precisa, tanto em execução como na velocidade todo o show. Isso fez com que a banda inteira se sentisse a vontade no palco, realizando assim um show avassalador. Andréas, em determinado momento, dirigiu-se ao microfone para dizer que “o Tricolor era cada vez mais líder isolado” (referindo-se ao São Paulo no campeonato brasileiro). Isso gerou aquela reação básica de quando se fala de um assunto polêmico: muitos gritaram, outros vaiaram, alguns até xingaram. Mas bastou Andréas voltar para a música para todos ali esquecerem o assunto futebol. Músicas de todas as fases, como Refuse / Resist, Choke, Troops of Doom, Beneath the Remains, Slave new World, Territory, Arise, não permitiram que o público parasse um só momento. Também músicas novas, de seu último trabalho, Dante XII: Dark Wood of Error, Convicted in Life e False. Roots Bloody Roots encerrou o ataque. Grande show, mostrando que o Sepultura ainda vive sem os irmãos Cavalera.
Eis que chega o momento da “atração surpresa”, que de surpresa não tinha nada, já que o comentário geral apontava para uma apresentação de André Mattos. Sim, André Mattos. E, sinceramente, essa foi a atitude mais dispensável que a organização poderia ter tido, já que era nítido para quem quisesse ver e ouvir que essa escolha não agradou ao público. O show foi muito fraco, o som estava ruim, e talvez isso não fosse culpa da organização, dessa vez. Se é que vocês me entendem... No palco, o que se via era praticamente o Shaaman, com os irmãos Mariutti, acompanhados de André Hernandez na segunda guitarra, Rafael Rosa na bateria (que fez um solo sofrível, num kit monstro onde não foi usada metade das peças) e Fábio Ribeiro nos teclados. O que se pôde ouvir, além dos coros da galera de “Fora”, viadinho” e “FDP”, foram músicas tanto do Shamaan, como Angra e Viper. O show foi encerrado com a já saturada Carry on. Totalmente dispensável.
Para abrir a fase headliner do festival, os finlandeses do Stratovarius. Depois de toda a turbulência que assolou a banda à alguns anos atrás, com a saída de praticamente toda a banda, o anúncio da famigerada Miss K. nos vocais, fato que nunca se concretizou, Timo Tolkki tendo surto atrás de surto mental e a então reunião, o Stratovarius perdeu muito do que tinha. No palco, o único que fazia questão de alguma agitação era o novo baixista Lary Porra, que diga-se é um grande instrumentista, não devendo nada para seu antecessor. Kotipelto continua com aquela presença quase nula de palco, enquanto Tolkki está parecendo uma tiazona velha, muito gordo, de cabelos curtos e estático no palco. Arrisco a dizer que o Stratovarius hoje só empolga aqueles que são realmente fãs da banda. Por que, apesar de fazer um show recheado de clássicos, fez um show chato. Hunting High and Low, Speed of Light, Kiss of Judas, Phoenix, Abyss of your Eyes (que foi anunciada errôneamente por Kotipelto), Will my Soul Ever Rest in Peace, Million Light Years Away, Against the Wind, Eagle Heart, Father Time, Forever, Paradise e para finalizar, Black Diamond. Para os fãs, um grande show. Para os não fãs, mais de uma hora de espera insossa pela atração principal.
E eis que, depois de uma demora absurda, de todos os testes de microfone possíveis realizados, e uma introdução surge no palco a lenda Dave Lee Roth. E, definitivamente, o tempo não passa para certas pessoas. E Dave é uma dessas. Pois sua postura de palco jamais entrega que ele está no alto de seus 52 anos. Muito garotão de vinte e poucos não faz metade do que Lee Roth faz. E, diga-se, conversando com o público num português praticamente fluente! Uma surpresa para a massa que ali estava, e uma surpresa muito agradável. Isso me faz pensar o por que de Derek Green, à anos e anos no Sepultura, ainda não ter aprendido a falar nosso idioma... mas enfim, falemos da lenda! Com uma ótima banda de apoio, destilando clássicos de sua grande estrada e, obviamente, clássicos do Van Halen. Dave limpou o palco, deixou todo o espaço possível para que pudesse ser aquilo que o consagrou na carreira: um show man acima de um grande front man. Sem parar um só minuto, fez uma performance baseada em movimentos de Kung Fu, do qual é praticante. Só faltaram aqueles pulos insanos dos tempos de Van Halen, mas acredito ninguém ter sentido falta disso, tamanho o carisma que Dave apresenta. Um daqueles típicos shows que quem não conhece ou não gosta do artista é obrigado a reconhecer o talento. E quem gosta não deseja que acabe! Os pontos altos foram os clássicos do Van Halen, da abertura com Hot for Teacher, passando por Panama, Ain´t talk about love, Dance the night away, Unchained e por fim, Jump. Um show memorável. O encerramento perfeito de um evento que não foi digno da grandeza de suas atrações. Muito menos do público que pagou a fábula de R$120,00 por um ingresso de pista e R$200,00 por um de área VIP. Que, ano que vem, a organização possa no mínimo descobrir o significado daquilo para o que são contratados: organizar. E que o público e as bandas recebam o respeito que merecem.
Live`n Louder, o maior festival de Rock/Metal do Brasil, mais de 15 horas de música transitando por entre diversas vertentes do estilo em perfeita harmonia, firmando cada vez mais seu nome no cenário de shows do Brasil, deixando o público ansioso pela próxima edição.
O evento começou de uma forma lamentável, com o cancelamento de um dos headliners do evento, os ingleses do Saxon. Isso gerou uma expectativa entre o público, pois foi divulgado que para o lugar vago haveria uma atração surpresa.
Os primeiros a subir ao palco foram os “Deuses do Metal”, Massacration. Verdade seja dita: a banda pode ter surgido até mesmo como uma forma de “detonar” o público headbanger, mas acabou virando mania entre a galera adolescente, e queira ou não eles sabem fazer o show. Tocam bem seus temas simples, mas que funcionam, e agitam o tempo todo. Com sua característica caricata, mas agitam! O vocalista Detonator é um show a parte. E, num set de apenas vinte minutos, tocaram todos os seus “hinos clássicos”, como Metal Cereal, Metal Massacre e Metal Bucetation. Conseguiram cumprir seu papel, esquentar o público que chegava ao Anhembi.
Na seqüência veio ao palco a banda paulista Mind Flow. Show que faz parte da turnê de divulgação de seu mais recente álbum, Mind Over Body, onde o que pudemos ver foi um prog Metal de primeiro mundo, muito bem executado, com peso na medida certa. Abrindo o show com a bela Crossing Enemy´s Line, o destaque do show pode ser dado ao vocalista Danilo, que na contra-mão da maioria das bandas do estilo, sabe como segurar o público, agitando bastante e preenchendo todo o palco. O público acabou reagindo muito bem a banda, fato comprovado na banca de merchandising após o show.
Abrindo a parte internacional dos shows, o Hard Rock suíço do Gotthard. Apesar de não muito divulgado aqui no Brasil, pude perceber que havia um público deles presentes ao local, pois vi várias camisetas da banda. Sem contar que a reação do público geral ao show foi maravilhosa, muita agitação a gritaria o tempo todo. Impossível não olhar para seu vocalista e não lembrar de David Coverdale, até mesmo pelo talento ao cantar. Divulgando seu último trabalho, Lipservice, o Gotthard soube manter seu show no alto o tempo todo, inclusive mandando um cover de Deep Purple, Hush. Uma grata surpresa do evento.
Após uma aula de Hard Rock é hora do Power Metal dos alemães do Primal Fear. Com um grande público presente, o Primal fez o que pode entre os inúmeros problemas no microfone de Ralf, que por pouco não chegaram a comprometer o desenrolar do show. Um vocalista do porte de Sheepers merecia mais que isso. Destilando músicas como Nuclear Fire, Angel in Black, Seven Seals, e contando com participações especiais do porte de Roy Z e Renato Tribuzy, que executaram juntos Final Embrance. E, se todos os problemas de microfone não fossem suficientes, a exemplo do que aconteceu com o Tuatha de Danan ano passado, a organização simplesmente cortou o som da banda antes do término de sua apresentação. Visivelmente constrangido, para não dizer decepcionado, Sheepers foi ao microfone para dizer que o show havia acabado devido a “problemas técnicos”. A organização do LnL deveria ter um pouco mais de respeito com suas atrações. Lamentável.
Na seqüência, os holandeses do After Forever. E, apesar de seu set extremamente curto, e em minha opinião outra falha da organização, pois o público da banda estava em massa ali presente, dividindo com o Nevermore (que viria mais tarde) a quantidade máxima de camisetas que por ali desfilavam. A banda merecia um tempo maior de palco, e seus fãs também. Felizmente, souberam montar um set list praticamente perfeito dentro desse pouco tempo. Abrindo com Come e Boundaries are Open, de seu mais recente álbum Remagine, o After mostrou mais uma vez que é uma das grandes bandas no cenário atual. Floor Jansen, apesar de todos os problemas que também enfrentou com o microfone, simplesmente arregaça no palco, é uma vocalista diferenciada não somente pelo extremo talento, mas também por sua simpatia e presença única de palco. Como um grande presente aos fãs, é executada a música Emphasis, hino da banda que faltou na apresentação do ano passado. Tocando músicas de todos os seus álbuns, como Digital Deceit, Monolith of Doubt, My Pledge of Allegiance 1 e Follow in the Cry, e também do mais recente, como Living Shields, Being Everyone e Face your Demons, com Floor inclusive colocando uns chifrinhos vermelhos na cabeça. Mas o melhor a banda reservou para o final, Forlorn Hope, faixa final de Decipher, onde ficou nítido que esse é o álbum mais querido entre os fãs. Impressionante a reação do público, impressionante a performance da banda e também seu carisma. O primeiro grande show do dia.
Mantendo o pique de vocais femininos, a lenda alemã Doro. Pela primeira vez no Brasil, saciando seus fãs de longa data, Doro mostrou prq elevou seu nome a estratosfera dentro do Hard Metal. Com seu timbre rouco, e uma agressividade perfeita, Doro levou o público ao delírio, num show impecável e uma presença de palco única. Visivelmente emocionada com a receptividade dos fãs, que agitaram e cantaram todas as músicas do começo ao fim. Nem era preciso o cover de Breaking the Law, do Judas Priest. Mas, como todo bom hino, levantou a galera em peso! E, apenas para manter a tônica do dia, seu microfone também apresentou problemas, que dessa vez vieram acompanhados até de uma narração de um jogo de futebol! Coisas de Brasil... No set list, clássicos como: Burnig the Witches, Metal Racer, True Steel, Hell Bound. Uma apresentação para deixar aquele gostinho de quero mais (e rápido!) nos fãs.
O início da noite trouxe ao palco os americanos do Nevermore. E que, segundo eles, trouxeram a chuva de Seatlle para cá, pois assim que pisaram no palco iniciou-se uma breve chuva. E, totalmente ao contrário do que a idéia de uma chuva pode provocar, o que se seguiu foi um incêndio no Anhembi. Warrel Dane e cia simplesmente fizeram tremer as bases do Arena Skol com seu progthrash de peso e velocidade perfeitos para fazer o público reagir de forma insana. Final Product, Narcosynthesis, Inside Four Walls e outros petardos trouxeram ao público o segundo grande show do festival, encerrado com a gigante This Godless Endeavour. Dane parecia estar contrariado com algo, não se mostrava solto como no show de cinco anos atrás. Mas, devido a tudo o que já havíamos presenciado com as outras bandas, não é de se estranhar que ele pudesse realmente estar assim. É verdade também que Dane perdeu a mãe dias antes do show. O que vale uma nota de agradecimento, pois nem isso foi capaz de faze-los cancelar não só esse show, como também o de Curitiba. Mas a verdade é que, estando contrariado com algo ou não, ele simplesmente fez o que quis com o público, com uma presença de palco perfeita, agitando sem parar. Engraçado que ele permanecia com um boné na cabeça, e o tirava sempre que não estava cantando para “bater cabeça”. E, nota a parte, Van Willians foi certamente o melhor baterista da noite. Absurdo o que esse cara toca! Preciso, rápido, pesado. Um grande show, digno de uma grande banda!
Como todas as estruturas haviam sido abaladas pelo Nevermore, o que se seguiu foi a manutenção disso. Pois o Sepultura fez um show simplesmente perfeito! Muito diferente de suas últimas apresentações, onde ficava claro que a banda já não possuía mais a coesão de outros tempos. Agora, com um novo baterista, pode-se perceber que provavelmente o culpado por essa falta de entrosamento fosse Igor, que vinha tocando as músicas de forma muito mais rápida do que ficaria aceitável no palco. E Jean DelaBela correspondeu as expectativas gerais, pois segurou de forma precisa, tanto em execução como na velocidade todo o show. Isso fez com que a banda inteira se sentisse a vontade no palco, realizando assim um show avassalador. Andréas, em determinado momento, dirigiu-se ao microfone para dizer que “o Tricolor era cada vez mais líder isolado” (referindo-se ao São Paulo no campeonato brasileiro). Isso gerou aquela reação básica de quando se fala de um assunto polêmico: muitos gritaram, outros vaiaram, alguns até xingaram. Mas bastou Andréas voltar para a música para todos ali esquecerem o assunto futebol. Músicas de todas as fases, como Refuse / Resist, Choke, Troops of Doom, Beneath the Remains, Slave new World, Territory, Arise, não permitiram que o público parasse um só momento. Também músicas novas, de seu último trabalho, Dante XII: Dark Wood of Error, Convicted in Life e False. Roots Bloody Roots encerrou o ataque. Grande show, mostrando que o Sepultura ainda vive sem os irmãos Cavalera.
Eis que chega o momento da “atração surpresa”, que de surpresa não tinha nada, já que o comentário geral apontava para uma apresentação de André Mattos. Sim, André Mattos. E, sinceramente, essa foi a atitude mais dispensável que a organização poderia ter tido, já que era nítido para quem quisesse ver e ouvir que essa escolha não agradou ao público. O show foi muito fraco, o som estava ruim, e talvez isso não fosse culpa da organização, dessa vez. Se é que vocês me entendem... No palco, o que se via era praticamente o Shaaman, com os irmãos Mariutti, acompanhados de André Hernandez na segunda guitarra, Rafael Rosa na bateria (que fez um solo sofrível, num kit monstro onde não foi usada metade das peças) e Fábio Ribeiro nos teclados. O que se pôde ouvir, além dos coros da galera de “Fora”, viadinho” e “FDP”, foram músicas tanto do Shamaan, como Angra e Viper. O show foi encerrado com a já saturada Carry on. Totalmente dispensável.
Para abrir a fase headliner do festival, os finlandeses do Stratovarius. Depois de toda a turbulência que assolou a banda à alguns anos atrás, com a saída de praticamente toda a banda, o anúncio da famigerada Miss K. nos vocais, fato que nunca se concretizou, Timo Tolkki tendo surto atrás de surto mental e a então reunião, o Stratovarius perdeu muito do que tinha. No palco, o único que fazia questão de alguma agitação era o novo baixista Lary Porra, que diga-se é um grande instrumentista, não devendo nada para seu antecessor. Kotipelto continua com aquela presença quase nula de palco, enquanto Tolkki está parecendo uma tiazona velha, muito gordo, de cabelos curtos e estático no palco. Arrisco a dizer que o Stratovarius hoje só empolga aqueles que são realmente fãs da banda. Por que, apesar de fazer um show recheado de clássicos, fez um show chato. Hunting High and Low, Speed of Light, Kiss of Judas, Phoenix, Abyss of your Eyes (que foi anunciada errôneamente por Kotipelto), Will my Soul Ever Rest in Peace, Million Light Years Away, Against the Wind, Eagle Heart, Father Time, Forever, Paradise e para finalizar, Black Diamond. Para os fãs, um grande show. Para os não fãs, mais de uma hora de espera insossa pela atração principal.
E eis que, depois de uma demora absurda, de todos os testes de microfone possíveis realizados, e uma introdução surge no palco a lenda Dave Lee Roth. E, definitivamente, o tempo não passa para certas pessoas. E Dave é uma dessas. Pois sua postura de palco jamais entrega que ele está no alto de seus 52 anos. Muito garotão de vinte e poucos não faz metade do que Lee Roth faz. E, diga-se, conversando com o público num português praticamente fluente! Uma surpresa para a massa que ali estava, e uma surpresa muito agradável. Isso me faz pensar o por que de Derek Green, à anos e anos no Sepultura, ainda não ter aprendido a falar nosso idioma... mas enfim, falemos da lenda! Com uma ótima banda de apoio, destilando clássicos de sua grande estrada e, obviamente, clássicos do Van Halen. Dave limpou o palco, deixou todo o espaço possível para que pudesse ser aquilo que o consagrou na carreira: um show man acima de um grande front man. Sem parar um só minuto, fez uma performance baseada em movimentos de Kung Fu, do qual é praticante. Só faltaram aqueles pulos insanos dos tempos de Van Halen, mas acredito ninguém ter sentido falta disso, tamanho o carisma que Dave apresenta. Um daqueles típicos shows que quem não conhece ou não gosta do artista é obrigado a reconhecer o talento. E quem gosta não deseja que acabe! Os pontos altos foram os clássicos do Van Halen, da abertura com Hot for Teacher, passando por Panama, Ain´t talk about love, Dance the night away, Unchained e por fim, Jump. Um show memorável. O encerramento perfeito de um evento que não foi digno da grandeza de suas atrações. Muito menos do público que pagou a fábula de R$120,00 por um ingresso de pista e R$200,00 por um de área VIP. Que, ano que vem, a organização possa no mínimo descobrir o significado daquilo para o que são contratados: organizar. E que o público e as bandas recebam o respeito que merecem.
sábado, 23 de setembro de 2006
Setembro Negro - Led Slay - 23/09/06
(Trabalho para o Portal do Inferno)
No último sábado, dia 23/09, aconteceu a quinta edição do Setembro Negro, festival que tem por ideologia proporcionar ao público o melhor do Black Metal mundial. A edição desse ano contou com seis bandas nacionais, mostrando que a força do Metal Extremo nacional aumenta cada vez mais. Infelizmente para as nossas bandas, o tempo reservado a eles foi extremamente curto, e todas mal puderam apresentar cinco músicas, dependendo da duração de cada uma. Em uma visão pessoal, devido a qualidade que pude perceber nas bandas assistidas, que posso garantir foi muito alta, nossas bandas mereciam um pouco mais de atenção. Talves diminuir a quantidade de bandas para uma próxima edição do evento, talves estender sua duração, para que cada banda tenha um pouco mais de espaço para mostrar seu trabalho. Esse ano, as escolhidas para representar o país foram: Gestos Grosseiros, Thou Supreme Art, Perpetual Dusk, Vulture, Absolute Disgrace. Poderia citar como destaque as apresentações das bandas Perpetual Dusk e Vulture, pois apresentaram composições realmente de muita qualidade e técnica. A organização para a troca das bandas no palco foi impecável, dando boa dinâmica ao evento. Mas como todas as atenções estavam voltadas as bandas internacionais, o público apenas se aglomerou realmente nas últimas três apresentações: Funerus, Incantation, e a apresentação mais esperada da noite, Dark Funeral.
A banda Funerus apresentou uma surpresa: dois integrantes do Incantation, John Mcentee e Kyle Severn (guitars e bateria, respectivamente). Formando o line up, Jill Mcentee (baixo e voz), que é esposa de John. E o que a banda apresentou foi um Death Metal das antigas, com uma grande influência Doom em determinadas passagens, deixando seu som arrastadão e muito pesado. Em mais ou menos quarenta minutos de palco a banda segurou o público com facilidade, principalmente no momento em que Jill bradou a todo pulmão que quem estava ali não era o Nightwish! O vocal de Jill é muito interessante, gutural mas com personalidade feminina. Uma ótima banda e um bom show.
Na seqüência, Incantation. Divulgando seu mais recente trabalho, Primordial Desolation, a banda destilou por quase uma hora seu set list com novas canções inéditas e seus clássicos. O baixista Joe roubou a cena em muitos momentos, com uma presença de palco até surpreendente para bandas do gênero. O cara simplesmente preenchia todo o espaço frontal do palco, em um deslocamento e agitação constantes. Junto ao peso e velocidade nas medidas certas, o Incantation, que levou boa parte do público ali presente, pois pude ver muitas camisetas deles desfilando pela pista, soube fazer um excelente show, certamente agradando a todos que ali estavam, assim como eu. No set list, músicas como Primordial Domination, Dying Divinity, Hail Babylon,The Ibex Moon, Shadows From the Ancient Empire, Rotting With Your Christ, entre outras.
Para fechar a noite, os suecos do Dark Funeral. E já subiram ao palco com o público ensandecido, gritando o nome da banda com aquele velho e bom sotaque tupiniquim... palco montado, introdução terminada, entra a banda para arregaçar tudo o que havia em sua frente. Com um som brutal, rápido e preciso, o Dark Funeral executou em pouco mais de uma hora, contando com o bis, um set list devastador. A banda não possui, ou ao menos não demonstrou nessa noite, presença de palco alguma. Todos permaneceram em seus respectivos lugares durante todo o show. Mas uma coisa que me chamou a atenção foi que o vocalista Emperor Magus Caligula não possui aquela atitude que para mim chega a ser babaca de falar com o público com aquele tom gutural e pose de “mausão”. Falou com seu tom de voz normal, com uma postura normal, o que deu um tom diferenciado a seu show. O detalhe é que quando abria a boca ao microfone, o que se ouvia era um dos vocais mais ensandecidos que já presenciei ao vivo. Devastador! No set list, petardos como King Antichrist, The Arrival of Satans Empire, Open the Gates, The Secret of the Black Arts, 666 Voices Inside, Mt Dark Desires, entre outras que fizeram a Led Slay tremer.
Certamente um grande festival, onde a única ressalva que eu faço é o espaço para as bandas nacionais.
No último sábado, dia 23/09, aconteceu a quinta edição do Setembro Negro, festival que tem por ideologia proporcionar ao público o melhor do Black Metal mundial. A edição desse ano contou com seis bandas nacionais, mostrando que a força do Metal Extremo nacional aumenta cada vez mais. Infelizmente para as nossas bandas, o tempo reservado a eles foi extremamente curto, e todas mal puderam apresentar cinco músicas, dependendo da duração de cada uma. Em uma visão pessoal, devido a qualidade que pude perceber nas bandas assistidas, que posso garantir foi muito alta, nossas bandas mereciam um pouco mais de atenção. Talves diminuir a quantidade de bandas para uma próxima edição do evento, talves estender sua duração, para que cada banda tenha um pouco mais de espaço para mostrar seu trabalho. Esse ano, as escolhidas para representar o país foram: Gestos Grosseiros, Thou Supreme Art, Perpetual Dusk, Vulture, Absolute Disgrace. Poderia citar como destaque as apresentações das bandas Perpetual Dusk e Vulture, pois apresentaram composições realmente de muita qualidade e técnica. A organização para a troca das bandas no palco foi impecável, dando boa dinâmica ao evento. Mas como todas as atenções estavam voltadas as bandas internacionais, o público apenas se aglomerou realmente nas últimas três apresentações: Funerus, Incantation, e a apresentação mais esperada da noite, Dark Funeral.
A banda Funerus apresentou uma surpresa: dois integrantes do Incantation, John Mcentee e Kyle Severn (guitars e bateria, respectivamente). Formando o line up, Jill Mcentee (baixo e voz), que é esposa de John. E o que a banda apresentou foi um Death Metal das antigas, com uma grande influência Doom em determinadas passagens, deixando seu som arrastadão e muito pesado. Em mais ou menos quarenta minutos de palco a banda segurou o público com facilidade, principalmente no momento em que Jill bradou a todo pulmão que quem estava ali não era o Nightwish! O vocal de Jill é muito interessante, gutural mas com personalidade feminina. Uma ótima banda e um bom show.
Na seqüência, Incantation. Divulgando seu mais recente trabalho, Primordial Desolation, a banda destilou por quase uma hora seu set list com novas canções inéditas e seus clássicos. O baixista Joe roubou a cena em muitos momentos, com uma presença de palco até surpreendente para bandas do gênero. O cara simplesmente preenchia todo o espaço frontal do palco, em um deslocamento e agitação constantes. Junto ao peso e velocidade nas medidas certas, o Incantation, que levou boa parte do público ali presente, pois pude ver muitas camisetas deles desfilando pela pista, soube fazer um excelente show, certamente agradando a todos que ali estavam, assim como eu. No set list, músicas como Primordial Domination, Dying Divinity, Hail Babylon,The Ibex Moon, Shadows From the Ancient Empire, Rotting With Your Christ, entre outras.
Para fechar a noite, os suecos do Dark Funeral. E já subiram ao palco com o público ensandecido, gritando o nome da banda com aquele velho e bom sotaque tupiniquim... palco montado, introdução terminada, entra a banda para arregaçar tudo o que havia em sua frente. Com um som brutal, rápido e preciso, o Dark Funeral executou em pouco mais de uma hora, contando com o bis, um set list devastador. A banda não possui, ou ao menos não demonstrou nessa noite, presença de palco alguma. Todos permaneceram em seus respectivos lugares durante todo o show. Mas uma coisa que me chamou a atenção foi que o vocalista Emperor Magus Caligula não possui aquela atitude que para mim chega a ser babaca de falar com o público com aquele tom gutural e pose de “mausão”. Falou com seu tom de voz normal, com uma postura normal, o que deu um tom diferenciado a seu show. O detalhe é que quando abria a boca ao microfone, o que se ouvia era um dos vocais mais ensandecidos que já presenciei ao vivo. Devastador! No set list, petardos como King Antichrist, The Arrival of Satans Empire, Open the Gates, The Secret of the Black Arts, 666 Voices Inside, Mt Dark Desires, entre outras que fizeram a Led Slay tremer.
Certamente um grande festival, onde a única ressalva que eu faço é o espaço para as bandas nacionais.
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