domingo, 19 de junho de 2011

Entrevista exclusiva com a banda Rage - 19/06

(Trabalho para o Portal do Inferno)

Link para a entrevista:
http://portaldoinferno.com.br/entrevistas/508-rage-victor-e-peavy.html








domingo, 12 de junho de 2011

The Agonist – Carioca Club (São Paulo) - 12/06

Trabalho: reportagem (Fotos: acervo pessoal)
Mídia Credenciada: Rock Brigade
Bandas: The Agonist (Canadá)

Surpreendente. Positivamente surpreendente. Essa é a primeira expressão que me vem à cabeça ao narrar esse show. O Agonist, banda canadense com uma curta estrada (estão apenas no segundo álbum), chamou a atenção de muitos principalmente pela sua vocalista, a bela Alissa White-Gluz. Um anjo de feições angelicais, que canta igual um demônio, mas com o diferencial de também usar vocais limpos. Acredito a principal questão na cabeça de todos antes do início do show ser “Será que ela canta tudo isso ao vivo, mesmo?”. Um questionamento, aceitemos, pertinente, e que também jogava contra a banda. Aliado a isso, o Agonist ganhou muito espaço entre um público banger mais jovem, o que acabou dando um pejorativo rótulo de “Metal de moleque” a eles. E, o que víamos entre o pequeníssimo público que compareceu ao Carioca Club na noite do dia dos namorados aqui no Brasil acabava por confirmar essas nuvens negras que pairavam sobre a banda.


Entretanto, o que pudemos perceber assim que o show começou foi exatamente o oposto. Música a música, os instrumentistas do Agonist foram mostrando que não são tão “bobinhos” quanto muitos gostariam de acreditar que eles fossem. Mostrando peso, coesão e muita energia, as músicas fluíam perfeitamente. Mas nada ali despertava mais comentários do que, obviamente, a performance de Alissa. Sim, prq desde a primeira música ela demonstrou ser mesmo um monstro dos vocais! Todo aquele gutural que ouvimos nos álbuns em estúdio são executados de forma idêntica ao vivo, assim como os vocais limpos, com a mesma clareza e limpidez. Pude perceber muita gente durante a primeira música se entreolhando e comentando a cerca disso. O embuste que muitos pensaram e até gostariam que fosse ser Alissa White-Gluz, na verdade, não passou de lenda!


O show começou com a música Swan Lake executada em som mecânico. Após ela, a banda foi preenchendo o palco, um a um, num breve improviso com cara de passagem de som relâmpago. E aí sim, o primeiro petardo da noite, The Tempest, e nós tínhamos a tão aguardada presença de Alissa no palco. Seguiran-se Rise and Fall, ... and Their Eulogies Sang me to Sleep e Serendipity, com sua intro lenta e bonitinha. Martyr Art e a mais conhecida deles, que fez o Carioca Club literalmente tremer: Thank You Pain. Paulada de gente grande! When The Bough Breaks, Birds Elope With the Sun, Globus Hystericus, e o que víamos durante a execução de todas elas era que, apesar de pequeno, o público presente estava ensandecido. As rodas aconteciam em todas as músicas, o povo apertado a frente do palco pulava e cantava, numa clara demonstração de que o show estava acertando em cheio! Born Dead Buried Alive, Forget Tomorrow e então uma pausa para que Alissa dividisse o público em duas partes e, ao seu comando, juntassem ambas numa grande roda. E então mandaram Lonely Solipsis. Business Suits and Combat Boots fechou a apresentação, por volta de 70 minutos após seu início. Um show curto, mas de dimensões enormes!


O que fica desse show de mais nítido é o fato da banda não se resumir a Alissa. O Baixista Chris Kells é um furacão no palco, quase impossível vê-lo parado, até mesmo quando está encarregado dos backing vocals. Ao lado do guitarrista Pascal “Paco” Jobin, transformaram o lado direito do palco num tsunami durante todo o show. Danny Marino (também guitarra) se mostrou um pouco mais discreto na primeira metade da apresentação, mas acabou mudando de postura colaborando muito para que o palco estivesse sempre tomado pelas cordas em sua linha de frente. Simon McKay é firme e preciso na bateria, dando o respaldo que o resto da banda precisa para ser o citado tsunami. E Alissa é mesmo uma mulher maravilhosa. De roubar as atenções quando. Mas não apenas por sua beleza, pois se mostrou uma vocalista competentíssima. Comunicativa, porém não carismática, sabe segurar o público. E quando não estava à frente, a interatividade de sua linha de cordas com o público foi perfeita. Resumindo: o Agonist, de “banda de moleque”, não mostrou nada! Fez um showzaço e surpreendeu positivamente a todos que estiveram ali.



Link da matéria, com álbum completo:
http://rockbrigade.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=839:the-agonist-mostrou-que-nao-e-qbanda-de-molequeq-em-sp&catid=4:onstage&Itemid=8

domingo, 5 de junho de 2011

Pain of Salvation – Carioca Club (SP) – 05/06

Trabalho: reportagem (Fotos: acervo pessoal)
Mídia Credenciada: Rock Brigade
Bandas: Pain of Salvation (Suécia)


Seis anos se passaram desde a primeira vez que a banda aportou em terras brasileiras, durante a turnê do então recém lançado álbum BE. E muita água passou por baixo dessa ponte chamada Pain of Salvation até que os mesmos retornassem. Mudanças no line up, que ocasionaram mudanças no direcionamento musical. Mesmo Daniel Gildenlöw sendo reconhecidamente o cérebro pensante da banda, é inegável o talento e harmonia que existia na então cozinha que se apresentou aqui em 2005 (Kristoffer Gildenlöw (baixo) e Johan Langell (Bateria)) e, por mais competentes que sejam os atuais (Léo Margarit (Bateria, membro fixo) e Per Schelander (baixo, contratado apenas para a tour)), ainda não conseguiram reproduzir o que se via em seus antecessores. Podemos dizer que o que se viu nessa segunda passagem do PoS pelo Brasil foi um baixista fazendo o que lhe cabe não sendo um membro fixo da banda, e um baterista competente, preciso, mas que não chegou a chamar a atenção. Nessa mesma abordagem tivemos Fredrik Hermansson, tecladista original da banda, mas que se limita a fazer sua parte atrás de seu teclado. Com uma postura extremamente discreta, chegamos a esquecer em alguns momentos que o PoS possui um tecladista no palco. O que não significa, em hipótese alguma, que Fredrik não tenha uma presença marcante, musicalmente falando.


E por que essa resenha abre falando desses três isoladamente? Simplesmente porque Daniel Gildenlöw e Johan Hallgren são um show a parte! A presença de palco, a força nas interpretações vocais, a energia e o nítido prazer de estarem fazendo o que estão fazendo facilmente percebidos nesses dois são de deleitar qualquer audiência! Daniel e Hallgren são daquelas raras químicas perfeitas que encontramos em uma banda. Funcionam, com o perdão do trocadilho, “por música”. E o que se pôde ver através das 21 músicas executadas por eles nesse show foi uma overdose de todos os itens citados.


O show começou com a intro mecânica da música Remedy Lane, música que da nome ao melhor álbum deles para muitos dos fãs da banda. Na sequência, um dos começos mais matadores já presenciados por mim: Of Two Biginnings e Ending Theme. Essas três músicas me deixaram com vontade de fechar os olhos e desejar que eles executassem o Remedy Lane na íntegra. A música que seguiu foi America, com a primeira surpresa do show. Um pouco antes de seu final, todos param, Daniel anuncia “uma pequena pausa” e todos saem do palco menos Léo, e então temos um solo de bateria totalmente inesperado. Funcionou, pois chamou o público para perto do novo integrante, e isso fez a “peteca continuar alta” na volta para o término da música. Nesse momento eu percebi que pode o tempo passar, mudanças acontecerem, mas Daniel continua sendo além de um gênio musical, um grandessíssimo frontman! Na sequência Handfull of Nothing, com aquela bateria insana, reproduzindo um trem em disparada. E então a primeira do último álbum, Of Dust. Funcionou melhor ao vivo que em estúdio. Depois tivemos Kingdom of Loss, Black Hills e Idioglossia, voltando aos tempos do Prog Metal puro e escancarado que já fez muitos associa-los ao Dream Theater. Após essa, o momento mais belo do show: Her Voices, linda composição do álbum Perfect Element, seguida quase que como uma música só da belíssima balada Second Love, esta cantada em uníssono. Para dar uma levantada, a pancada Diffidentia, do álbum BE. Incrível como essa música funciona ao vivo. Mais uma do último álbum, No Way. E então mais um petardo: Ashes. Essa, sem dúvida alguma, das mais fortes de todo o trabalho do PoS. Mais duas do Road Salt One, Linoleum e a música que da nome ao álbum, Road Salt. Ao final desta, as luzes caem bastante no palco, Fredrik aparece em vulto sozinho no canto direito e, para surpresa geral dos presentes, Daniel aparece no camarote esquerdo, em meio ao público, e executa Falling, mais uma belíssima composição do álbum Perfect Element, e esta seria também a “última” música.


Pausa para o bis, e o que se escuta então é um coro não previamente combinado de “Undertow”, esta certamente o maior hino da banda, a mais bela e melhor composição. E que até agora não havia sido executada, nem mesmo no show do dia anterior no RJ, nem em momento algum da atual turnê, inexplicavelmente.
A banda retorna ao palco com a última da noite do recente trabalho, Tell me you don`t know, seguida da divertida Disco Queen, que colocou a todos para dançar, e então chegávamos mesmo ao fim do show. Daniel chamava a última música, anunciando que dessa vz era verdade, Nightmist. E neste momento TUDO aconteceu. Tivemos passagens reggae, blues, Metal Extremo. Tivemos até uma pausa surpresa na música para que um bolo fosse levado até Daniel, pois neste dia celebrávamos seu 38° aniversário! A expressão de surpresa e felicidade de Daniel ao ver aquela cena, seguida dos comentários feitos após, deixou claro para quem quisesse ver que o clima entre banda e equipe é dos melhores que se pode encontrar por aí. Após uma brincadeirinha dizendo em qual parte da música deveriam retomar, a banda volta para seu complemento e encerram o show. Sim, sem Underow, para frustração de todos ali.


O que fica extremamente nítido é que a banda, independente de todos os revezes que sofreu nesses últimos seis anos, continua um monstro em cima do palco. Hallgren é um dos guitarristas mais carismáticos e presentes que se pode ver em um palco. E Daniel é simplesmente aquilo que dizem dele: um gênio. Sabe levar a banda, reinventando-a a cada álbum, e fazendo a estrada continuar. Tem o público nas mãos, e faz isso com um carisma invejável, visto em raríssimos vocalistas por aí. Brinca e conversa o tempo todo, agita sempre que não está cantando, e literalmente faz o que quer com a voz. Para quem os viu em 2005, ficou nítido que aquele time tinha mais a oferecer, e aquele foi um show mais forte, porém hoje viu-se um Daniel mais maduro e consciente no palco. Para quem só viu esse show, tenho certeza que voltou para casa com uma excelente impressão, e um enorme desejo de vê-los novamente, o mais rápido possível!



Link da matéria, com álbum completo:
http://rockbrigade.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=837:pain-of-salvation-volta-ao-brasil-depois-de-seis-anos&catid=4:onstage&Itemid=8

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Review CD - Draconian Times Legacy Edition - Paradise Lost

No início do ano, a Sony Music e a Music for Nations (responsáveis pela discografia do PL) resolveram prestar uma homenagem a este que é, sem dúvidas, um dos álbuns mais importantes do Metal mundial: o Draconian Times. Este álbum não foi apenas um divisor de águas na estrada do PL, mas sim dentro de todo um contesto histórico do Doom Metal e afins. Originalmente lançado em 1995, o Draconian Times trazia uma sonoridade totalmente nova em composições que em pouco tempo escreveram uma história muito forte entre os fãs, elevando o PL ao time das maiores.
Este álbum tornou-se tão forte entre os fãs que até hoje espera-se ouvir um “novo” Draconian Times, sempre que o PL anuncia um novo trabalho. E este fato não passou despercebido pela gravadora e produção da banda que, não bastando relançar o histórico álbum, ainda concebeu uma mini tour (com o mesmo sendo tocado na íntegra) por alguns países da Europa para promove-lo.


O pacote que se intitula “Draconian Times Legacy” vem composto de um CD, um DVD e um livro (para os que encomendaram na pré venda oficial, ainda recebem uma camiseta do álbum). O livro, de 36 páginas, possui arte inédita com a temática do álbum, todas as letras, assim como alguns depoimentos de membros da banda (inclusive Lee Morris, baterista que gravou o álbum e não se encontra mais na banda) e de seu produtor. Capa em material especial, com uma arte gráfica incrivelmente bela, através de todo seu conteúdo. O livro faz as vezes da caixa do pacote, pois os discos são guardados na capa e na contra capa.


No CD encontramos todas as 12 faixas originais do álbum (Enchantment, Hallowed Land, The Last Time, Forever Failure, Once Solemn, Shadow Kings, Elusive Cure, Yearn for Change, Shades of God, Hands of Reason, I see your face, Jaded), porém remasterizadas. E essa remasterização deu uma vida nova as músicas, deixando-as mais claras e nítidas, podendo-se distinguir melhor as nuances de cada instrumento, fortes e vivas. Para os fãs reais (aqueles que passaram os últimos 16 anos ouvindo este álbum), certamente pequenas, porém nítidas mudanças serão percebidas. Mas o principal desse CD é que ele traz duas curiosas versões demo. A primeira é para a música Enchantment, onde pode-se ouvir a mesma sem a intro de teclado, e com um arranjo totalmente diferente do que se acostumou ouvir. Realmente curioso. A segunda é um presente aos fãs: uma música inédita, chamada Last Desire. A impressão que fiquei ao ouvir essa música é que fizeram bem em não inclui-la neste álbum, originalmente, pois ela destoa um pouco das outras composições. Caberia perfeita no Icon, ao meu ver. Mas não deixa de ser muito interessante, dentro de um pacote comemorativo, ter uma música inédita incluída. As últimas cinco faixas são execuções ao vivo das músicas Forever Failure, Shadow Kings, Once Solemn, Hallowed Land e The Last Time, gravadas durante a turnê promo do Draconian, em 1995, na Alemanha. Ótima oportunidade para sentir como as mesmas eram executadas no momemto “pós forno”, por aqueles que escreveram essa lenda. Sete ótimas faixas bônus, que certamente agradarão a qualquer fã.

O DVD traz apenas o áudio do Draconian Times original (que é acompanhado de uma arte gráfica em movimento, enquanto a música rola) e dos três clips que surgiram desse álbum: Forever Failure, The Last Time e Hallowed Land.


Resumindo: Draconian Times – Legacy Edition é um pacote para fãs. Um presente para todos aqueles que amam Paradise Lost e que tem no Draconian uma referência. Quem não possui o original e não viveu a relevância desse álbum poderá ter um material de primeiríssima linha em mãos. Quem viveu, certamente terá um presente único ao adquirir esse pacote.

Draconian Times – Legacy Edition

CD remasterizado - Track List:
1 – Enchantment
2 – Hallowed Land
3 – The Last Time
4 – Forever Failure
5 – Once Solemn
6 – Shadow Kings
7 – Elusive Cure
8 – Yearn for Change
9 – Shads of God
10 – Hands of Reason
11 – I see your face
12 – Jaded
13 – Enchantment (demo)
14 – Last Desire (demo inédita)
15 – Forever Failure (live)
16 – Shadow Kings (live)
17 – Once Solemn (live)
18 – Hallowed Land (live)
19 – The last Time (live)

DVD

Draconian Times Original version
1 – Enchantment
2 – Hallowed Land
3 – The Last Time
4 – Forever Failure
5 – Once Solemn
6 – Shadow Kings
7 – Elusive Cure
8 – Yearn for Change
9 – Shads of God
10 – Hands of Reason
11 – I see your face
12 – Jaded

Vídeos Oficiais: Forever Failure, The Last Time e Hallowed Land

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mötley Crüe – Estadio Cubierto Malvinas Argentinas - Buenos Aires (Arg) - 20/05

Abro esta resenha dizendo que meu conhecimento musical sobre o Mötley não passava de quatro músicas, até a semana do show. Porém, impossível passar despercebido pela história desses caras como banda, e a relevância que eles conseguiram dentro desses trinta anos de estrada. E essa tour atual celebra exatamente isso: os trintas anos de história escrita através de muito sexo, drogas &Rock`n Roll. E, obvio, vc vai para o show esperando ter uma “overdose” disso tudo! Afinal, esperar por um grande show é lugar comum; cruzar com muito álcool idem; e como deixar de lado a lenda de todas as garotas com seios a mostra na platéia? E foi nesse clima que fui para esse show.

Como estava ali de turista (leia-se rodando sem rumo o dia todo pela cidade e sem conhecimento exato de como chegar no local do show ), acabei chegando atrasado ao ginásio, e isso me fez perder o show de abertura, que ficou a cargo da banda Buckcherry. Consegui ver apenas pouco mais de três músicas, mas a impressão que fiquei é que a banda faz um som bem legal, que funciona muito bem ao vivo, pois o público vibrava como se eles fossem a atração principal. Lamentei ter perdido.


Quando os músicos saíram do palco, o mesmo foi literalmente tomado por um time de roadies! Nunca tinha visto tanta gente em cima de um palco, se mexendo para apronta-lo para um show. Em poucos minutos os tambores gigantescos da bateria do Tommy Lee já podiam ser vistos ao fundo.


E então, mesmo sem ter noção exata do que esperar ali, as informações históricas começam a gritar na cabeça. E entre elas estavam as brigas entre Vince e o resto do time. Não parava de me perguntar como isso seria trabalhado em cima do palco. E exatamente as 21h35, os astros principais tomavam o palco.

Wild Side foi a escolhida para iniciar o show. Fiquei feliz, pois essa era uma das quatro que eu conhecia! E o que eu pude perceber logo de cara é que o show teria uma troca de energia muito grande entre banda e público. Saints of Los Angeles seguiu-se, e depois Live Wire, mais uma que pude curtir. Ali eu já estava feliz com a parte Rock`n Roll do que havia ido buscar. Shout at the Devil, Same Ol' Situation (S.O.S.), Primal Scream, e a 1ª pausa. Todos saem do palco, e Tommy vem a frente falar com o público.


E então encontrei a parte etílica da trilogia, quando ele mesmo perguntou se todos tinham suas devidas bebidas em mãos. Conversou um tanto com o público, e então dirigiu-se ao piano atrás da bateria. Era o sinal para Home Sweet Home, essa acredito que qualquer um conheça. Linda parte do show.


Don't Go Away Mad (Just Go Away) e solo do Mick Mars, que até falou algumas palavras ao microfone! Helter Skelter dos Beatles foi a surpresa da noite (exclusiva desse show), e seguiu-se de mais um momento curioso: após essa música a banda saiu brevemente do palco novamente, e Nikki Sixx puxou um garotinho que estava na platéia. Poucas vzs na vida vi crianças em um show assim. Engraçado foi ele perguntando ao garoto se ele curtia Justin Bieber, e a obvia resposta negativa!


Também fui curioso vê-lo dizendo que a Argentina era o melhor público da banda na América do Sul, e presenciar a enorme vaia ao ver o Brasil citado. Enfim. Na sequência tivemos Dr. Feelgood, Too Young to Fall in Love, Ten Seconds to Love, Smokin' In The Boys Room (Brownsville Station cover com "Rock and Roll" de Gary Glitter) e a com talvéz mais cara de “hino”: Girls Girls Girls. Aqui já estávamos na décima quinta música, e eu continuava me perguntando sobre as desavenças pessoais dos caras. Pois até ali, com mais de uma hora e meia de show, eu não pude perceber absolutamente NADA que desse a entender essa situação entre eles. Se vc não conhece esse lado dos bastidores, jamais imagina que ele existe. Pois o profissionalismo deles consegue suprimir isso de uma forma contundente!


Na sequência Kickstart my Heart, e agora o ginásio quase vinha abaixo! E, para minha surpresa, aquela foi a última música. Não houve bis! Acredito que este tenha sido o 1° show em mais de 16 anos de bagagem nas costas que eu vi uma banda encerra-lo sem bis! Isso deixou uma impressão muito positiva em mim, pois mostrou que a energia percebida logo ao início perdurou durante os 100 minutos de palco. Um showzaço, para fazer até que não é fã (eu, por exemplo) deixar o local com um gosto muito bom na boca!


Aí, quando vc pensa “Acabou o show, e que baita show, essa resenha vai ficar muito foda!” Tommy Lee fica sozinho no palco e começa seu Hip Hop com a galera. Tommy: ”I say Mötley, you say Crüe”; Tommy: “Mötley” – galera “Crüe!” Tomy “I say Mick, you say Mars”, e a bricadeira segue. “I say Nikki, you say Sixx”, mais um. “I say Tommy, you say Lee” eh, que legal! “I say Mötley, you say Crüe”, a galera responde e ele sai do palco. Mas, espera, onde fica o Vince nessa história? Sim, leitores, a “treta” totalmente contornada com profissionalismo durante todo o show agora era arremessada na cara de quem ainda fazia questão de ignora-la. Nunca havia presenciado uma “declaração de guerra” clara em cima de um palco. Mais uma para contar para os netos!

E depois disso tudo, eu poderia me perguntar: “mas onde estavam os seios de fora para completar a trilogia?” As recatadas argentinas não fizeram sua parte. Mas, definitivamente, não fez a menor falta!

sábado, 7 de maio de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

W.O.A. Metal Battle 2011 - Seletiva São Paulo - Manifesto Bar

Aconteceu na noite fria do dia 28/04 a etapa Paulista do maior embate mundial de bandas, que garante ao vencedor de cada país envolvido a oportunidade de se apresentar no maior festival de Metal do mundo: o Wacken Open Air. Primeiramente, gostaria de citar um fato que percebi: incrível o número de pessoas que vivem o Heavy Metal aqui em SP que não fazem idéia do que seja esse evento. Chega a ser triste ter contato com isso. Parece que apenas as bandas se importam com este que é, fácil, o maior evento no calendário de bandas fora dos holofotes do main stream. Outra coisa triste a ressaltar: organizadores continuam pensando numa frequência que apenas as cabeças distorcidas deles entendem. Fazer algo assim, numa quinta-feira, e ainda ter o despeito de atrasar uma hora e meia chega ser ridículo! Isso, para mim, soa quase como a corroboração da máxima que diz que “todo músico é vagabundo”. Afinal, nessa ótica, ninguém precisa acordar cedo no dia seguinte para trabalhar ou estudar, não é? Coisas de Brasil. Mesmo com isso, o público na casa podia ser considerado grande. As bandas conseguiram mobilizar seus amigos e fãs, e o que todos viram ali foi algo nítido: o Metal nacional continua vivo, vigoroso, atuante e muito bom!

As bandas indicadas para a disputa por SP foram: Innervate (Doom Metal), Woslom (Thrash Metal), Furia Inc. (Thrash Metal), HellArise (Death Metal) e Red Front (Grindcore). Confesso minha praticamente total ignorância em relação a elas até o momento de suas apresentações. E fico muito feliz em dizer que todas deixaram uma impressão deveras forte e positiva em mim. Todas as cinco bandas fizeram apresentações extremamente competentes, mostrando músicos coesos e com uma energia em cima do palco poucas vezes vista antes! Fosse qual fosse a banda no palco, tendo seu público particular ou não, todas levantaram o público, como um digno festival de Metal.


A banda responsável por abrir a noite (como já citado, com uma hora e meia de atraso) foi a Innervate, atual projeto do grande Pedro Salles, idealizador do mítico Avec Tristesse. Com um Dark/Doom incrível, trabalhado e criativo, esta foi a banda que musicalmente mais me impressionou na noite. Contando ainda com o onipresente André Ataíde na bateria (Imminent Attack, Eternal Malediction entre outras centenas!), a banda fez seu debut em palcos com uma apresentação competentíssima. Se mantiverem essa linha, o mundo os aguarda!


Na sequência, a pancadaria desenfreada do Woslom. Mostrando que o Thrash continua vivo e forte, os caras detonaram um vigor impressionante na meia hora de palco que tiveram direito. Fiquei estupefato com a presença de palco do guitar Rafael Iak, um verdadeiro Tsunami das seis cordas! Esses já estão prontos para ganhar o mundo.


Fazendo exatamente a metade da noite, o Furia Inc. subiu ao palco certamente com o maior público do local. E eu admito que tenho um certo receio com bandas que mobilizam muito público em festivais desse porte. Ainda mais quando no meio do show o vocalista agradece ao produtor, que está entre o público. “Excesso de profissionalismo” nesses eventos, no Brasil, carrega uma alcunha meio negativa. Entretanto, a banda mostrou um som muito poderoso e coeso, porém sem grandes novidades. Um show mediano.


Logo após sobe ao palco as meninas do HellArise. Metal extremo competente, de ótimas composições, temperado pelo fato de a banda contar apenas com mulheres em seu line up. O diferencial que Angela Gossow eternizou, as meninas elevaram ao limiar. Apresentação vigorosa, com nítido destaque para a vocalista Flavia Morniëtári, um verdadeiro demônio ruivo atrás do microfone!


Fechando a noite, o Red Front. E aqui tenho que dizer: o inferno subiu a Terra e tomou conta do Manifesto por meia hora. Impressionante a apresentação desses caras. De uma força e um vigor de calar a boca de muita banda gringa! O vocalista Leo e o guitar Oscar tiveram o público nas mãos todo o tempo, público este que transformou aquele pequeno espaço a frente do palco, como disse Leo antes da última música, numa “praça de guerra”. Nesse momento, Oscar desceu à pista, separou o público em duas partes, voltou ao palco e então a roda começou, lembrando aquelas cenas épicas de batalhas medievais. Outro momento a ressaltar foi quando a dupla citada levou ao centro do palco um boneco com a reprodução do rosto do Pe Lanza, vocalista da banda Restart. Após um breve discurso, jogaram o boneco para o público, para que este pudesse “brincar” com o dito. Não preciso dizer que em menos de cinco minutos não havia nem história do boneco para ser contada, não é mesmo? Devastador é a palavra que melhor me ocorre para definir essa apresentação.


Os vencedores da seletiva, claramente, foram os caras do Red Front. Segundo a organização, na votação mais acirrada da história do evento. Mas os vencedores da noite, sem sombra de dúvida, foram todos os Head Bangers que compareceram ao local, numa noite de quinta-feira, fria e chuvosa, e presenciaram uma noite de celebração. Uma noite para calar a boca de qualquer um que disser que o Metal nacional está em coma.




http://www.myspace.com/innervateofficial
http://www.myspace.com/woslom
http://www.myspace.com/furiainc
http://www.hellarise.com
http://www.myspace.com/bandaredfront

sábado, 9 de abril de 2011

Muse – Estádio do Morumbi – 09/04/11


Abertura de luxo para esse que foi o maior espetáculo já presenciado por mim. O U2 provou que aprendeu a fazer mega shows, e que realmente não é exagerado o título dado por alguns de melhor banda do mundo. Em termos musicais, discordo veementemente, mas em termos visuais, ao vivo, são imbatíveis. E quem teve a honra de fazer parte dessa festa dessa vez foi o Muse, uma das melhores bandas surgidas na última década. Quando essa tour foi anunciada, cheguei a ver muita gente dizendo que iria apenas para ver o Muse. Como naquele momento eu desconhecia o trabalho deles, como um todo, cheguei a considerar exagero. Mas, após conhecer a fundo todos os seus álbuns, percebi que os comentários eram plenamente aceitáveis! O Muse é uma grande banda, de três músicos extremamente competentes no que se propõe, e que demonstraram uma energia incrível no palco! Ok, suas músicas são ótimas, e seu show deve ser muito bom. Mas, naquele palco do U2, com aquele telão, aquela estrutura toda podendo ser usada por eles também, tudo isso deu um up incrível em sua apresentação. E o que tivemos foi, como disse na abertura da resenha, uma abertura de luxo!
Como já é comum hoje em dia, todos nós vamos para os shows já cientes do que (provavelmente) ouviremos. Os repertórios de shows anteriores das tours são facilmente encontrados na internet hoje. E o Muse “quebrou as patas” dos metidos a espertinhos ou ansiosos (me incluo nessa), pois mudaram metade do set list de seu último show na América do Sul, realizado na Argentina. Subiram no palco e já começaram a “quebrar tudo” mandando Uprising, uma das melhores e mais fortes músicas de seu repertório. Incrível início de show! Na sequência, a 1ª mudança, que me deixou extremamente feliz: Stockholm Symdrome. Música extremamente forte, pesada, com uma pegada incrível, e que ficou ainda mais forte ao vivo! Após essa, vieram com Supermassive Black Hole e então um breve trecho de Colateral Damage, que deu a introdução para United States of Eurasia. Lindo, um dos melhores momentos do show. Após essa, mais uma mudança no set: Interlude/Hysteria, grande música! Na sequência, Starlight, que também ficou linda ao vivo. Mais uma mudança: Plug in Baby. Essa, em minha opinião, poderia ter sido deixada de lado, e alguma mais forte e popular colocada em seu lugar. Continuando, uma intro na gaita, de clima meio soturno, e então vinham os Knights of Cydonia par encerrar essa apresentação.
Para mim, ficou uma ótima impressão, de uma banda super competente tanto em estúdio como ao vivo. Um grande show, coeso, forte, divertido, que causou excelente impressão nos fãs, e deixou uma curiosidade positiva em quem ainda não os conhecia. Nitidamente, uma grande escolha feita pelo U2, que apenas abrilhantou mais ainda essa noite, e certamente toda a tour.

domingo, 20 de março de 2011

Draconian Times Tour – Paradise Lost



Antes de mais nada, acredito ser válido um breve posicionamento sobre o que fez esse momento acontecer. O Paradise Lost (vamos chama-lo daqui em diante apenas de PL) é um fenômeno as avessas. Com seus vinte e três anos de estrada, nunca fez parte do hall das mega bandas. Mesmo tendo em seu curriculum o fato de terem sido os inventores do Gothic/Doom Metal, estilo hoje tão difundido e até certo ponto saturado, mergulhado em clichês cansativos que já não remetem mais ao que o PL apresentou ao mundo duas décadas atrás. O PL talvez seja a única unanimidade que conheço no mundo Metal: ou vc é fã, ou vc respeita. Jamais ouvi um comentário depreciativo em relação a sua extensa estrada, que em tantas vezes já se reinventou. E sim, claro, nunca agradou plenamente a todos os fãs. Muitas mudanças de direcionamento musical, muito até experimentalismo marcou essa estrada após o artigo em questão aqui: o mítico álbum Draconian Times. Isso provavelmente explique uma parcela da força e peso que esse álbum carrega dentro da história do estilo. Ele foi um marco, uma inovação, um divisor de tudo o que foi feito até ali. E, calculadamente ou não, com as citadas mudanças bruscas de direcionamento musical que a banda trazia a cada novo trabalho, os fãs mais clássicos (me incluo nesse grupo) foram desejando cada vez mais e mais um revival dos tempos de Draconian (com perdão do trocadilho). Era meio inadmissível que uma banda responsável por tantas mudanças no meio Metal flertasse tão claramente com o eletrônico, chegando ao ponto de lançar um álbum quase sem guitarras (o extremamente controverso Host). E, sem medo de errar, digo que todos esperavam o momento em que um “novo Draconian” seria lançado. E aí acredito estar a raiz do mito. Raiz sim, motivo do, jamais. O Draconian Times é um álbum fenomenal, com músicas fortes e marcantes, letras históricas e inspiradas. Contou com uma produção esmerada e uma arte gráfica muito bonita. E assim, de forma natural, tornou-se um ícone. Um divisor, um marco na carreira do PL e, consequentemente, isso tudo dentro do Gothic/Doom Metal. Logo, o relançamento desse álbum hoje não chega a ser uma surpresa, assim como a turnê armada para divulga-lo, onde o mesmo está sendo tocado na íntegra. Na verdade, isso não passa de um grande agradecimento da banda aos seus fãs, que sempre sonharam em poder presenciar isso. Mesmo que fosse apenas em um DVD, já que (por enquanto) essa tour tem apenas sete datas e fechará com uma apresentação em Londres, onde será gravado o citado DVD. Obvio que ninguém imagina e quer que isso pare nessas sete. Todos que seguem o PL à tempos desejam ver isso se transformando numa grande turnê mundial. Mas, por hora, o que temos são essas datas marcadas, das quais três já aconteceram, na Grécia (as duas primeiras em Atenas e a 3ª na cidade de Thessalonika). E nossos amigos gregos foram bem simpáticos fornecendo vídeos de quase todas as 19 músicas executadas nesses três dias.

Os shows e a execução do Draconian Times


Algumas questões estavam em minha mente desde o dia que soube que essa tour existiria. 1° - teclados ao vivo ou samplers, como sempre foram usados, já que o Draconian tem muito teclado de apoio? 2° - Desde a saída de Lee Morris a banda não teve mais backing vocal, e o Draconian é permeado de backing vocals. O que seria feito? 3° - Qual o cuidado que o Adrian Erlandsson (novo e renomado baterista da banda) teria ao tirar essas músicas, já que a mudança na parte rítmica no PL com o Draconian foi gritante? Aliás, arrisco a dizer que o fator fundamental, musicalmente falando, para essas músicas serem tão fortes seja justamente a bateria, que teve um salto gritante com a saída de Matt Archer e a entrada do Lee, que criou linhas realmente incríveis e novas para aquele momento.
Duas dessas perguntas foram respondidas já no vídeo de Enchatment, que obviamente abre os shows. Havia um teclado no palco! E um tecladista atrás dele! Milley Evans (tecladista da banda Terrorvision), assumia o posto de sexto homem em palco nessa tour. Assim como também todos os backing vocals. Que diga-se, estão sendo feitos a risca! Fortes, como são os originais, chegando quase a sonoridade ouvida no álbum. Incrível e reconfortante! A última das perguntas foi sendo respondida a cada novo vídeo assistido, e confesso não conseguir expressar uma opinião. Prq, fica nítido que Adrian estudou as músicas, pois até a Elusive Cure (incluo Shades of God aqui também) todas estavam sendo executadas quase como num playback! Sequer a contagem de tempo no chimbal durante as pausas, algo natural em execuções ao vivo mas não existentes na gravação em estúdio, ele estava fazendo. Porém, senti falta de trechos marcantes em Jaded e I See Your Face, onde ele inventou todas as viradas da introdução. Mas nada se compara ao feito na Yearn for Change. Essa sim não consegui entender o que se passou na cabeça do nosso novo querido baterista. Ele suprimiu muito do que existe no original. No terceiro show, em Thessalonika, ele simplesmente tocou outra música, pois o que sumiu de notas e frases completas ali não está escrito! Confesso ter sentido uma ponta de revolta ao assistir esse vídeo. Logo, não sei se classifico o desempenho dele como aprovado pela porcentagem maior de momentos fiéis, ou se me decepciono por ele ter modificado justamente as partes mais marcantes. Enfim. Busquem no youtube os vídeos e tirem suas próprias conclusões sobre.


Com as respostas obtidas, fui atentar-me a todo o resto. E o que eu vi foi o PL que estamos acostumados a ver. Sem exageros em cima do palco, uma produção intimista no mesmo, onde vemos apenas um pano de fundo com a capa do Draconian, durante todo o show. Greg com o mesmo visual de 16 anos atrás, Aaron agitando de seu jeito tão característico como sempre. Steve paradão como lhe é característico, embora um pouco mais “animadinho”. Todos cantando as letras o tempo todo, inclusive Adrian. E um Nick um tanto quanto diferente do que estamos acostumados. Tanto visualmente como em sua postura de palco. Pareceu-me mais solto, mais interativo, mais descontraído que o habitual. Como se estivesse sentindo um prazer maior nessa tour que o demonstrado nas outras. Sua interpretação das músicas está muito boa, embora seu timbre de voz hoje não seja aquele que ficou marcado em nossos ouvidos através de anos de audição do álbum. Porém, está casando perfeitamente com o backing de Milley, o que faz as linhas de vocal ganharem uma força nessa tour que nunca havia visto antes. As músicas em si acredito não trazerem tantas surpresas, afinal, de Enchantment até Elusive Cure, todas continuaram fazendo parte de todos os set lists regulares, em todas as tours (inclusive em suas duas últimas passagens por aqui, em 2006 e 2008). Eu mesmo, que pude ver seus shows desde o histórico Monsters of Rock em 1995, já havia ouvido todas essas ao vivo. A surpresa mesmo estava em Yearn for Change para a frente, pois estas estavam deixadas de lado a muito tempo! Infelizmente, após muito garimpar, não consegui encontrar Hands of Reason. Mas posso dizer que, com exceção do citado sobre a parte do Adrian, Yeran for Change ficou linda, extremamente fiel ao original quando ele executou as partes como foram gravadas. De emocionar mesmo! Shades o f God ficou extremamente fiel também, linda. Hands não encontrei. I See Your Face senti meio descaracterizada por completo. O efeito da guitarra na intro não foi o mesmo, as mudanças que Adrian fez, a forma com Nick a cantou. Uma certa decepção até, já que ela é a minha favorita nesse álbum. Porém, Jaded foi executada com uma maestria que foi de chorar a primeira vz que ouvi! Ficou linda, extremamente fiel a original, inesquecível! Arrisco a dizer que foi a melhor execução entre todas as músicas do Draconian nesses três primeiros shows realizados na Grécia.

Minha última curiosidade não era sobre o Draconian, mas sim se eles estariam tocando músicas além das do álbum. E sim, estão fazendo dois encores, o 1° com quatro músicas e o 2° com duas. Destas seis, três estão sendo fixas: Faith Divide us - Death Unite us (que diga-se, ow música forte! Que refrão espetacular!), One Second e Say Just Words. Dois hinos indispensáveis, diga-se. Outras três foram executadas duas vzs: As I Die, True Belief e Embers Fire, que em minha opinião não poderiam sair jamais de qualquer set list deles em qualquer tour! E as outras duas restantes foram Sweetness no 1° show em Atenas e Mistify no 2°. Essa última, surpresa total! Aqui, duas ressalvas apenas: 1ª - nos vídeos do 3° show, em Thessalonika, percebi a banda meio perdida nos encores, coisa que não percebi nos vídeos de Atenas. Prefiro acreditar que seja algum problema técnico da casa onde estavam tocando; 2ª – mais uma crítica ao Adrian. Ele está simplificando demais as músicas. Para quem acostumou com as execuções do Jeff Singer, chega a ser meio frustrante ouvir algumas. Ele conseguiu deixar a One Second mais “reta” do que ela originalmente já é! E estou citando tanto o desempenho de Adrian prq, pela estrada, respeito e capacidade que todos sabem ele ter, é muito estranho ouvir essas execuções. Desejo verdadeiramente que ele tenha um pouco mais de cuidado nos próximos shows dessa tour. Mas foi muito bom ver o clima da banda durante esses encores, sempre descontraídos. Nick e Milley brincando muito com a platéia, iniciando algumas músicas famosas e parando assim que o público as reconhecia. Isso para mim é novidade, e me agradou bastante.


A conclusão que chego é que, se vc não for um fã inveterado, que passou 16 anos sonhando com esse momento, os problemas citados passarão despercebidos, pois a magnitude do momento é muito maior que qualquer um deles. Se vc, assim como eu, é um desses que esperou 16 anos por esse momento, vai sim perceber essas diferenças, mas vai chorar o show inteiro! Prq é realmente emocionante ouvir todas essas músicas sendo executadas, sequencialmente, ao vivo. Qualquer coisa negativa citada aqui não diminui uma vírgula no desejo de presenciar in loco esse show. De vivenciar esse momento. Pois isso é sim algo único dentro do estilo. E a nós, fãs brasileiros, resta esperar que eles tragam isso tudo para cá, para que possamos fazer parte da história assim como nossos (poucos e felizardos) amigos europeus estão fazendo.